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Veganismo e produtos de cabelo

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Empatia é uma coisa raríssima hoje em dia. Temos, enquanto sociedade, uma capacidade muito pequena de sermos empáticos entre nós – isto é, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Se colocarmos a direção do assunto para outras espécies, aí que piora de vez. Se não somos empáticos nem com seres humanos, como seremos empáticos com meros animais?

Graças à chegada da internet as pessoas militantes pró-causa animal puderam se unir e explicar com mais calma às pessoas leigas sobre os maus tratos aos animais que acontecem quando produtos e remédios são testados em animais enjaulados em laboratórios.

Estima-se que 33 animais morrem em laboratórios pelo mundo a cada segundo. Aqueles que são submetidos a esses testes são trancados em laboratórios e sofrem com práticas dolorosas, como a aplicação de substâncias tóxicas nos olhos e inalação forçada.

Animais são dotados de senciência, ou seja, eles são capazes de sentir dor ou prazer, tendo consciência e sensibilidade. Isso indica que existe um “eu” que vivencia e experimenta sensações, diferenciando-os como indivíduos vivos.

A eficiência dos testes em animais também é questionável. Menos de 2% das doenças humanas ocorrem em animais, e os resultados de testes feitos em seres humanos e animais concordam em apenas 5 a 25% das vezes.

Testes realizados em ratos têm uma eficiência de apenas 37% para a identificação de câncer em humanos. 88% dos médicos concordam que as diferenças anatômicas e fisiológicas entre animais e humanos podem tornar os experimentos em animais enganosos

No Brasil, os testes em animais para produção de cosméticos não são proibidos, mas também não são obrigatórios, como na China. “No âmbito da Anvisa, não há exigência expressa para o uso de animais em testes, mas sim da apresentação de dados que comprovem a segurança dos diversos produtos registrados na agência. Métodos alternativos são aceitos desde que sejam capazes de comprovar a segurança do produto”, afirma a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em nota.

Ou seja, na dúvida entre ser empática a outra espécie e não só à minha (porque precisamos também exercitar mais a empatia entre nós, seres humanos), prefiro ser empática também com as outras espécies e, sempre que posso, não compactuar com empresas que tenham produtos que sejam testados em animais.

A Salon Line, por exemplo, não testa nenhum de seus produtos em animais e ainda tem diversas linhas veganas, que além de não serem testadas em animais, também não tem nenhum ingrediente de origem animal.

Veganismo e produtos de cabelo

A informação é um caminho sem volta, graças à Deus e também à São Francisco de Assis, santo protetor dos animaizinhos. 🙂

Jessica Tauane

Canal Gorda de Boa

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