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Aceitação da mulher: Cabeça, cabelo, corpo. Eu decido quem eu sou!

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Eu tenho uma mania muito engraçada: tentar descobrir as origens das palavras para entender um pouco melhor sobre eu mesma.

Meu nome é Jessica, tenho 25 anos, sou youtuber e tenho um canal chamado Gorda de Boa. Já falei num TED sobre a origem da palavra “perfeição”, e naquela ocasião descobri que, na verdade, “perfeito” significava “completo”.

Plim!!

Aquilo me fez entender muita coisa sobre minha aparência. Poxa, na verdade perfeição não existe! O que eu estou tentando buscar?

Acredito que o que estamos tentando buscar o tempo todo é uma versão melhor de nós mesmas – um processo que exige, inevitavelmente, muita aceitação.

Uma amiga minha, a Debora, que me ensinou essa última parte. Descobri que conversar com nossas amigas sobre nossos problemas também ajuda muito! É muito mais fácil aprender juntas! E faz a gente se sentir normal com nossas próprias inseguranças, também.

Mas, e essa tal de aceitação, como conseguir? Como chegar lá? Como se sentir bem com nosso próprio corpo, nosso cabelo, nossa cabeça? Como aceitarmos a nós mesmas?

Para grandes questionamentos como estes não existe uma resposta certa, mas sim respostas, no plural. É igual cabelo: formado por vários fios diferentes. E um dos fios acho que já saquei… Pensa comigo: Quantas vezes já me peguei sem me aceitar? Até eu aprender, por exemplo, que meu cabelo poderia ser diferente (como eu!) foram longos anos. Tentei de tudo: desde progressiva, passando por usar sempre (s-e-m-p-r-e) preso, até usar boné… E não que eu desgoste de um visual mais masculinizado, porque eu adoro também, mas nitidamente não deu certo.

Até eu raspar a lateral do cabelo e parar de ir para o salão usar química nele, nada tinha dado certo.

Essa questão não é só comigo, é com a minha melhor amiga que se acha feia (e é linda!), é com minha mãe que estava com progressiva agendada até ontem, é com cada mulher que se olha no espelho, enxerga uma parte de si, seja o cabelo, seja a celulite, seja o detalhe mais mero e simples e não consegue enxergar beleza ali. Ali, nela.

“Beleza, Jessica, entendemos que a questão da aceitação é realmente complicada, mas você disse que tinha achado um dos fios para resolver o problema…”

Sim, eu disse. E é um fio bem simples: exercitando. (Não este tipo de exercício que você está pensando rs).

Vou te contar que não foi fácil para mim. Aliás, não é fácil para mim, porque é um exercício diário. Todos os dias tenho a necessidade de me aceitar, então, mesmo depois de ter raspado a lateral da minha cabeça e ter me sentido linda assim, ainda tive a pachorra de olhar no espelho e não gostar do que via. O que demonstra que ter raspado foi um dos exercícios. Mas, não o único. Todos os dias… muitos fios…

E foi por isso que comecei essa conversa falando sobre minha mania engraçada de tentar descobrir as origens das palavras. Meu exercício de hoje foi entender o que significava a tal da “aceitação”.

Uma busca rápida no Google me disse: vem do latim antigo “acceptare” – que significa “receber de boa vontade”.

Boa vontade!!!
Boa vontade?
Vontade???

Então basta querer???

Plim!!

Hoje foi mais simples do que eu imaginava. Eu QUERO me amar, do jeitinho que eu sou. E se só a minha vontade é o suficiente, então já está acontecendo.

O mais legal é que esses exercícios de aceitação não têm prazo de validade. Tipo corte de cabelo, sabe? Duram até fazerem efeito, então amanhã quando eu acordar, vou decidir:

“Jessica, hoje você é linda, maravilhosa, seu corpo é show, seu cabelo é perfeito (que significa completo, querida!), ACEITA DE BOA VONTADE!!!”

(Que dói muito menos mesmo!!! Aaaah, agora esse meme fez sentido!!! rs)

Aceitação da mulher: Cabeça, cabelo, corpo. Eu decido quem eu sou!

Jessica Tauane

Canal Gorda de Boa

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